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  27/01/2019 
PE. BRENDAN COLEMAN MC DONALD, REDENTORISTA E ASSESSOR DA CNBB

BULLYING É ALGO NOCIVO

        A palavra “bullying” acabou de entrar no léxico português.  A expressão vem do inglês “bully” que significa brigão, valentão ou tirano. A psicologia contemporânea considera bullying uma patologia social identificada “por qualquer atitude agressiva e repetitiva, sem motivação, praticada por um indivíduo ou grupos de indivíduos, causando sofrimento, dor até angústia”. A patologia pode ser tipificada quando acontece na escola como “assédio escolar”, e no ambiente de trabalho como “assédio moral”. Na definição apresentada falei sobre “atitude agressiva e repetitiva”. Quando se fala em atitude agressiva estou incluindo: agressões físicas,  verbais e  sociais, responsáveis pelo isolamento da vítima.

     As estatísticas são preocupantes. Estima-se que 30.8% dos alunos brasileiros já sofreram bullying. É algo que acontece nas escolas particulares  e públicas. A psicologia começou estudando cientificamente o bullying somente na década de 80. É encontrado da pré-escola à universidade. Bullying frequentemente começa na família, onde o pai, a mãe  ou irmão  mais velho têm atitudes agressivas e repetitivas contra os mais novos membros da família. Porém, é no ambiente escolar que é mais comum encontrar o bullying. Alunos agressivos através de agressões físicas, verbais ou sociais causam sofrimento e isolamento aos colegas mais vulneráveis. É trágico quando o bully é o próprio professor ou professora.

     Cientistas do King’s College, London “deram um passo inédito ao revelar, em estudo publicado na revista Molecular Psychiatry, que o bullying é capaz de modificar a arquitetura do cérebro na adolescência e, com isso, favorecer a ansiedade na vida adulta” (cf. Revista VEJA, p. 72 de janeiro 2019). A pesquisa de King’s College, London com 682 jovens entre 14 e 19 anos mostrou que o bullying “reduz o volume do cérebro em duas áreas, o caudado e o putâmen ...deixando jovens vulneráveis a desenvolver o transtorno de ansiedade generalizada”. (cf. op. cit. p.73).

      Porém, há maneiras de tratar e prevenir o bullying. Muitos psicólogos acreditam que é importante melhorar a autoestima da vítima. Quando a autoestima do aluno é boa, a tendência é que ele não se permita ser alvo de assédio, violência física ou moral. A própria escola pode ter uma estrutura  que interfere contra qualquer situação de assédio. Obviamente é de enorme importância que o instituto educacional orienta os pais dos alunos sobre esse problema e como tratá-lo em casa. Todos os casos envolvendo acusações de bullying devem ser investigados pela autoridade do instituto escolar e os perpetradores e vítimas aconselhados e orientados. Em casos de maior gravidade o psicólogo do instituto educacional deve ser convidado a entrar no conflito. Também é importante que o assunto bullying entre na pauta da Reunião de Pais e Mestres além de outros tópicos como honestidade, corrupção,  incivilidade, falta de respeito aos professores e colegas e outros atos socialmente inaceitáveis.

                                               Pe. Brendan Coleman Mc Donald

                                        Redentorista e Assessor da CNBB Reg. NE1

 

Última atualização: 27/01/2019 às 10:57:08
 

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