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  22/10/2018 
PE. BRENDAN COLEMAN - REDENTORISTA

Pluralismo Religioso 2018

                               

Junto com o pluralismo cultural e ético, a sociedade brasileira é hoje marcada pelo pluralismo religioso. Este pluralismo acentuou-se nos últimos quinze anos, tanto no plano quantitativo, quanto na variedade das formas. As pesquisas mais recentes parecem confirmar que permanece, no povo brasileiro, uma religiosidade de fundo. Apesar do fato que o número aumentou, relativamente poucos são os brasileiros que se declaram ateus ou afirmam não acreditar em nada. Houve um aumento também no número de pessoas que afirmam ser agnósticos. O pluralismo religioso é bem mais acentuado nas grandes metrópoles do que nas pequenas cidades interioranas. Porém, o número de seitas frequentemente dirigidas por pessoas sem qualquer formação formal religiosa aumenta diariamente. Está crescendo também o número de pessoas cuja religião é “não institucional”, um tipo de religião normalmente sem práticas externas, onde as pessoas dizem se relacionar diretamente com Deus sem intermediários. Em certas religiões sectárias e fundamentalistas há um rígido controle e, às vezes, uma chocante exploração financeira dos seus adeptos.  Hoje, qualquer um pode tomar para si o título de padre, pastor ou bispo sem qualquer preparação ou, pelo menos, uma formação adequada em teologia numa faculdade reconhecida pelo MEC.

A porcentagem dos que se declaram católicos tem diminuído nos últimos 30 anos. O Censo de 1970 contava 91,77% de católicos na população brasileira. Hoje a porcentagem de católicos está em torno de 64,6%. A maioria esmagadora dos católicos que deixaram a Igreja nestes 37 anos é composta de católicos “não praticantes” e, portanto, pessoas com pouco conhecimento de sua fé. Há também o famoso sincretismo brasileiro onde muitos pessoas pertencem a mais de uma religião. Entre as igrejas evangélicas que têm um bonito corpo de doutrina, lindos cultos baseados na Bíblia e pastores bem preparados gostaria de mencionar as seguintes: a) a Igreja Ortodoxa; b) a Assembleia de Deus; c) a Igreja Batista; d) a Igreja Presbiteriana; e) a Igreja Metodista; f) a Igreja Luterana; g) e a Igreja Quadrangular entre várias outras. Devemos respeitar também as religiões afro-brasileiras, as religiões indígenas, o Espiritismo e as Testemunhas de Jeová.

A Igreja Católica dentro do espírito do ecumenismo pede em relação àquelas igrejas: a) Uma atitude de respeito mutua e dialogante; b) vigiar a linguagem, evitando afirmações e expressões que ofendem os irmãos de outras igrejas; c) abolir atitudes belicosas, piadinhas, confrontos para mostrar quem tem razão; d) tratar as outras religiões como gostamos de ser tratados; e) reconhecer o que há de bom nas outras igrejas. O critério para avaliar os atos e pronunciamentos de qualquer igreja cristã, incluindo a Católica, será a fidelidade ao legado de Jesus, a defesa da vida para todos, e a promoção dos valores do Reino.

                                                Pe. Brendan Coleman Mc Donald

                                      Redentorista e Assessor da CNBB REG. NE!

Última atualização: 22/10/2018 às 10:28:42
 

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