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  06/11/2017 
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Uma reflexão sobre a Pastoral do Dízimo a partir do número 24 da Evangelii Gaudium.

O documento 106 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) “O dízimo na comunidade de fé: orientações e propostas”, quando responde O que é o dízimo?, no número 6, diz: “O dízimo é uma contribuição sistemática e periódica dos fiéis, por meio da qual cada comunidade assume corresponsavelmente sua sustentação e a da Igreja. Ele pressupõe pessoas evangelizadas e comprometidas com a evangelização”. Essa forma de definir o dízimo vem das Diretrizes Gerais da Ação Pastoral (1975-1978) da CNBB.

Importante notar que apesar de aparentemente ser fácil entender essa definição, na prática nem sempre somos “sistemáticos e periódicos” com nossa contribuição. Às vezes, atrasamos e, às vezes, encontramos dizimistas que querem “liquidar logo” o carnê de sua contribuição.

Uma das causas dessa prática acontecer pode ter relação com o que diz a segunda frase do número 6 do doc. 106 “Ele (dízimo) pressupõe pessoas evangelizadas e comprometidas com a evangelização”.

No capítulo I “A transformação Missionária da Igreja”, da Evangelii Gaudium (EG) (A Alegria do Evangelho), o papa no número 24 nos oferece pistas de um processo que podemos desenvolver em  um trabalho missionário junto aos católicos que ainda não são dizimistas: “primeirear”, envolver-se, acompanhar, frutificar e festejar.

“A Igreja “em saída” é uma comunidade de discípulos missionários que “primeireiam”, que se envolvem, que acompanham, que frutificam e festejam.” (EG 24)

O primeiro passo: tomar a iniciativa. Foi Deus que nos amou primeiro, Ele tomou e toma a iniciativa em nos oferecer a misericórdia.

Quantas vezes nós tomamos a iniciativa de procurar as pessoas que ainda não entenderam o valor que é ser dizimista? Quantos ainda não o são pelo fato de não terem sido despertados? Um simples levantamento dentre os membros de nossas pastorais, movimentos serviços e novas comunidades fará vermos o quanto ainda precisamos tomar iniciativa. Como o papa nos sugere, “ousemos um pouco mais em tomar a iniciativa”.

O segundo passo: envolver-se. É uma consequência do ir. É um envolver-se como serviço. “Jesus lavou os pés dos seus discípulos”, cita o Papa. É com esse propósito que devemos nos envolver. Não como quem vai cobrar, exigir ou se achar superior. Envolver-se como serviço faz os agentes da Pastoral do Dízimo “escutarem sua voz”.

Terceiro passo: acompanhar. O caminho de formação do dizimista supõe acompanhamento. Acompanhamento do processo, por mais duro e demorado que seja. Muitas vezes é fácil e simples preencher uma ficha, fazer o cadastro de dizimista, mas  são muitos os que com o passar do tempo deixam de ser. Olhemos nossos bancos de dados da Pastoral do Dízimo. Quantos estão cadastrados e quantos não  estão mais contribuindo? Teria sido a falta de acompanhamento uma das causas?

Quarto passo: frutificar. Temos que estar “atentos aos frutos”. O papa, recordando a parábola do joio e do trigo, adverte: “O semeador, quando vê surgir o joio no meio do trigo, não tem reações lastimosas ou alarmistas”. Qual tem sido o resultado do trabalho da Pastoral do Dízimo? Estamos colhendo bons frutos? Os agentes da Pastoral do Dízimo estão oferecendo o testemunho de dizimistas?

Quinto passo: festejar. “A comunidade (…) celebra e festeja cada pequena vitória, cada passo em frente à evangelização”. Com certeza temos muitos frutos bons em nossas comunidades em relação ao dízimo. Precisamos “festejar” o que já conquistamos. Valorizar o testemunho destas pessoas que contribuem com amor e conscientes da importância que isso tem para sua vida e para o trabalho de evangelização.

João Augusto Stascxak
jastascxak@gmail.com

Fonte: Arquidiocese de Fortaleza
Última atualização: 06/11/2017 às 12:01:18
 

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