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  27/10/2017 
CARDEAL ORANI JOãO TEMPESTA - ARCEBISPO DO RIO DE JANEIRO

Em tudo amar e servir

Ao recebermos com alegria a nomeação de um novo Bispo auxiliar para a nossa missão nesta grande cidade que é São Sebastião do Rio de Janeiro, reflitamos sobre a missão e a presença do Bispo na Igreja.

O termo grego “epískopos” (bispo) é usado cinco vezes no Novo Testamento: Em Atos dos Apóstolos 20,28; Fl. 1.1; 1 Tm. 3.2; Tito 1,7; e 1 Pd 2,25. E indica a função de “supervisor”. Nos tempos antigos era usado para indicar os oficiais dos exércitos, bem como os “superintendentes” ou diretores dos trabalhadores, em qualquer projeto. Veio a ser palavra usada para indicar o trabalho da “administração eclesiástica”. Nas epístolas pastorais (1 Timóteo, 2 Timóteo, e Tito), encontramos o Apóstolo Paulo nomeando como Bispos das Igrejas Timóteo (1 Tm 1.3,18) e Tito (Tt.1,4-5), para que estes por sua vez possam nomear “Anciãos” (presbíteros), ministros (pastores e diáconos para governar as igrejas).

 Timóteo, como Tito, é investido de autoridade pelo Apóstolo Paulo como um “Bispo Consagrador”, o qual, segundo algumas interpretações, tinha autoridade sobre um território ou distrito, e não simplesmente sobre uma igreja local. Vejamos como o Novo Testamento apresenta a hierarquia de autoridade: O Senhor Jesus Cristo, o Supremo Pastor e Apóstolo, Cabeça da Igreja, nomeia os Apóstolos, os Apóstolos por sua vez nomeiam os Bispos; Bispos nomeiam Anciãos (Presbíteros), Ministros ou Pastores e Diáconos. O Bispo é nomeado pelo Apóstolo porque o Apóstolo é a maior autoridade na Igreja, é o maior, e o primeiro entre todos os dons do ministério. Em 1 Coríntios 12,28 Paulo diz que Deus estabeleceu na Igreja “primeiramente os Apóstolos”.

O bispo e os demais líderes cristãos devem ser irrepreensíveis em suas qualidades morais. O bispo de ser “despenseiro” da casa de Deus. Em grego é “oikonomos” que significa “gerente”, “mordomo”, “administrador”. O bispo é gerente, mordomo e administrador da casa de Deus que é a Igreja do Senhor Jesus Cristo. O “dono” da “casa” é Deus, o Senhor Jesus; e o “mordomo” ou “gerente”, é o “bispo”, e todos os demais servos da casa devem estar a ele unidos. O bispo por sua vez deve prestar contas ao seu Senhor de sua missão de mordomo. O bispo é chamado a ser humilde, não pode ser iracundo, também “não dado ao vinho”, não deve ser “cobiçoso de torpe ganância” e tantas outras virtudes que deve possuir conforme nos recordam as escrituras,

A Igreja é chamada a levar a todos os homens a verdade e a graça de Cristo, por meio da ação apostólica concorde de todos os seus filhos. Em virtude do seu mandato apostólico, ao Bispo cabe suscitar, guiar e coordenar a obra de evangelização da comunidade diocesana, a fim de que a fé do Evangelho se difunda e cresça; as ovelhas desgarradas sejam conduzidas ao redil de Cristo (Cf. Jo 10,16; Lc 15,4-7) e o Reino de Deus se difunda entre todos os homens.

Esta dimensão apostólica e evangelizadora assume aspectos e significados diferentes segundo os lugares, pois, enquanto algumas Igrejas são chamadas a desempenharem a missão Ad Gentes, outras enfrentam o desafio de uma “re-evangelização” dos próprios batizados ou ainda da carência de meios para a assistência pastoral dos fiéis. Por isso, em muitos lugares, a demarcação entre a cura pastoral dos fiéis e a evangelização varia de acordo com a realidade.

O Bispo Auxiliar, que é constituído para alcançar mais eficazmente o bem das pessoas numa diocese demasiadamente extensa ou com um número elevado de habitantes ou por outros motivos de apostolado, é o principal colaborador do Bispo diocesano no governo da diocese. Por isso o Bipo Auxiliar é o irmão que participa dos projetos pastorais, das providências e de todas as iniciativas diocesanas, a fim de que na recíproca troca de opiniões procedam na unidade de intenções e na harmonia de empenho. Bispo Auxiliar, consciente de sua função na diocese, estará sempre em comunhão e unidade com o Bispo diocesano e demais auxiliares na unidade diocesana.

Vigário do “grande Pastor das ovelhas” (Hb 13,20), o Bispo deve manifestar com sua vida e com o seu ministério episcopal a paternidade de Deus, a bondade, a solicitude, a misericórdia, a doçura e a confiança de Cristo, que veio para dar a vida e para fazer de todos os homens uma só família, reconciliada no amor do Pai. O Bispo deve manifestar também a perene vitalidade do Espírito Santo que anima a Igreja e sustenta diante da fraqueza humana, esta índole trinitária do ser e do agir do Bispo tem a sua raiz na mesma de Cristo. Ele é o Filho eterno e unigênito do pai desde sempre no seu seio (cf. Jo 1,18) e o ungido pelo Espírito Santo enviado ao mundo (cf. Mt 11,27; Jo 15,26; 16,13-14).

O Bispo auxiliar é chamado a edificar incessantemente a Igreja particular na comunhão de todos os seus membros e, destes, com a Igreja universal, vigiando a fim de que os diversos dons e ministérios contribuam para a comum edificação dos crentes e com a difusão do Evangelho.

Seja bem vindo Mons. Paulo Celso Dias do Nascimento, novo Bispo Auxiliar nomeado para cooperar com a nossa missão na Arquidiocese de São Sebastião do Rio Janeiro. Com o seu lema “em tudo amar e servir” é uma direção de vida e trabalho que o fará feliz nesse novo momento de sua vida.

Fonte: www.cnbb.net.br
Última atualização: 27/10/2017 às 14:07:43
 

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