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  06/10/2017 
CARDEAL ORANI JOãO TEMPESTA - ARCEBISPO DO RIO DE JANEIRO (RJ)

Senhora da Penha

A Basílica-Santuário da Penha é um símbolo que marca a nossa a cidade maravilhosa, pois, lá, há quase quatro séculos, uma tradição religiosa leva inúmeras pessoas para pedir e agradecer a Deus pela intercessão da tão querida Mãe de Deus, a Senhora da Penha.

Tive oportunidade abrir novamente neste ano a tão grata festa, depois de uma preparação com visitas e celebrações da imagem peregrina. Neste ano a reflexão se faz dentro do Ano Mariano Nacional e Ano Arquidiocesano da Família. O tema proposta é Maria, Mãe das famílias.  Posso dizer que ao me fazer presente por várias vezes no santuário pude perceber como o povo bem participa das orações e das Santas Missas. Como bem recorda o documento de Aparecida, essas paredes de Santuário-Basílica são testemunhas de inúmeros milagres que as escadarias famosas da Penha acolhem aqueles que a sobem para agradecer tantas belas graças de Deus.

Além de fazer parte do patrimônio religioso, o Santuário da Penha também faz parte do patrimônio cultural do Rio de Janeiro, pois, quem ao passar próximo, já logo avista aquela bela Igreja construída no topo de uma pedra. Anualmente o santuário realiza os festejos da padroeira, no mês de outubro, promovendo a celebração de missas, shows religiosos, procissões luminosas, missas campais, apresentação de grupos folclóricos, apresentação de corais e a festa no páteo a concha acústica com toda segurança e paz com as tradicionais barracas de comidas típicas, doces diversos e música ambiente.

Embora as tradições desse nome venham de Portugal e ocorrem em tantos outros locais do Brasil, aqui no Rio de Janeiro tem uma história original. A Ermida em honra da Virgem Maria no Brasil foi edificada no Rio de Janeiro, após a fundação da Fazenda Grande ou Fazenda de Nossa Senhora da Ajuda, na freguesia de Irajá. Tudo começou no início do século XVII, por volta de 1635, quando o Capitão Baltazar de Abreu Cardoso subindo o penhasco (a grande pedra) para ver as suas plantações, uma vez que era proprietário de toda a área ao redor do atual Santuário, foi atacado por uma venenosa serpente. Ele que era devoto da Virgem Maria, quando se viu incapaz de se defender, pediu socorro Mãe de Deus gritando: “Minha Nossa Senhora, valei-me!”. Nesse preciso momento surgiu um lagarto que é inimigo das serpentes, e aconteceu uma luta mortífera entre os dois animais. Baltazar, não perdeu tempo e fugiu. A promessa de construir um templo à Virgem Maria foi o início dessa devoção aqui no Rio de Janeiro.

Edificado à entrada da cidade, com o sorriso de Nossa Mãe Santíssima aos que chegam, quer pela Avenida Brasil ou pela Linha Vermelha, quer pela Ponte Rio-Niterói ou mesmo pelo Aeroporto Internacional Tom Jobim, o Santuário de Nossa Senhora da Penha é, por excelência o trono que Maria, Mãe de Deus, escolheu no Rio de Janeiro para ser o centro de sua devoção entre nós. A este Santuário acorrem milhares de peregrinos vindos de todo o Brasil e do exterior, para lhe agradecer as preciosas graças alcançadas, ou pedir a sua intercessão junto ao Senhor. À medida que subimos a colina sagrada, sentimos que o ambiente se torna mais místico, com as inúmeras e variadas demonstrações de fé e amor, de uma profunda confiança na Virgem e em nosso Deus. São inúmeras as pessoas que sobem a escadaria rezando, algumas ajoelhadas, e, sobretudo, murmurando as orações do Terço.

O Santuário da Penha é um espaço de amor, devoção e fé que está presente na vida dos cariocas há quase 400 anos.  No ano de 1819, o Santuário da Penha ganhou sua famosa escadaria, com 365 degraus – um para cada dia do ano. Um tempo depois, vieram mais dezessete degraus, totalizando 382. Ao longo desse tempo, milhares e milhares de fiéis sobem a escadaria para pagar promessas, agradecer as graças recebidas por nossa Senhora da Penha e fazer novos pedidos.

Este ano temos a graça de celebrarmos a 382ª edição da festa de Nossa Senhora da Penha (mesmo número de degraus). Este ano todo especial para nós, quando celebramos os 300 anos do encontro da imagem da Virgem Maria no Rio Paraíba e também estamos celebrando em nossa Arquidiocese o ano da família.

Queremos pedir a Nossa Senhora da Penha que nos ilumine e nos faça nunca perder a esperança. Esperança de uma cidade, país e mundo melhor e, sobretudo uma vida melhor e com mais alegria. Maria é a mãe da esperança, o ícone mais expressivo da esperança cristã. Toda a sua vida é um conjunto de atitudes de esperança, a partir do “sim” proferido no momento da Anunciação. Maria não sabia como poderia tornar-Se Mãe, mas confiou-Se totalmente ao mistério que estava para se cumprir, e tornou-Se a Mulher da esperança.

 

Fonte: www.cnbb,net.br
Última atualização: 06/10/2017 às 12:25:30
 

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