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  06/10/2017 
CARDEAL ORANI JOãO TEMPESTA - ARCEBISPO DE SãO SEBASTIãO DO RIO DE JANEIRO (RJ)

A vida acolhida

O termo “nascituro” em sua etimologia significa “aquele que há de nascer”. Atualmente, nascituro é o nome que se dá ao ser humano já concebido e que se encontra, ainda, no ventre materno.

Com objetivo de promover, proteger, defender e valorizar a vida humana, em todas as circunstâncias, desde a sua concepção, até a morte natural, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) instituiu, na 43ª Assembleia Geral dos Bispos do Brasil, em 2005, a primeira semana de outubro (1 a 7) como Semana Nacional da Vida, sendo o dia 8, o Dia do Nascituro. Com isso, a Igreja no Brasil instituiu um dia para ser comemorado e para rezar por todos os nascituros, já que além dos riscos naturais a que estão expostos, ainda existem várias correntes pró-aborto. Nestes somos chamados a apoiar os projetos de lei que “dormem” no Congresso Nacional sobre direito do nascituro. Incrível! Nestes tempos de tantos direitos temos que chamar a atenção para o “direito humano” de nascer!

A vida deve ser defendida e preservada desde sua concepção até a morte natural. O dia do nascituro nos desperta para a consciência de que há direitos do ser humano de conservar a sua vida mesmo em estágio intrauterino. São muitos os ataques e ameaças que os nascituros têm sofrido nos últimos tempos. Por isto vemos razões sérias para a celebração de uma semana voltada para a beleza da vida. Em tempos de violência em que vidas são ceifadas com barbárie, mais do que nunca somos chamados a lutar pela vida e seu “humano direito”.

Na realidade hodierna, a morte passou a ser um fato banal, sem importância. É muito mais grave quando ataca vidas indefesas, inocentes e frágeis. Mas celebrar a Semana Nacional da Vida e o Dia do Nascituro é uma campanha de conscientização sobre o valor da dignidade humana em todos os sentidos. Na verdade é uma redescoberta da beleza da criação divina. Na visão cristã, o tema sugerido para este ano Mariano foi “Bendito é o fruto de teu ventre” (Lc 1, 42).

Logo depois do início da primavera no hemisfério sul, chega outubro, mês do rosário, das missões e quando celebramos N. Sra. Aparecida, N. Sra. de Nazaré, a descoberta da América e o Dia da Criança. Estamos bem dentro desse clima primaveril quando a vida renasce com toda a sua força, trazendo encantamento para toda a criação. A Semana Nacional da Vida, de 1 a 7, quer celebrar tudo isto. Significa não aceitar com naturalidade situações que ameaçam constantemente a existência digna da natureza. Aqui podemos citar o desrespeito à ecologia, a falta de emprego, o descuido com a saúde pública, a violência no trânsito, os descasos com os idosos etc. O trabalho em prol da vida não pode ficar apenas na celebração de uma Semana Nacional, mas precisa fazer acontecer a “cultura da vida”. Temos que investir na vida e na sua qualidade. Para isto estão surgindo comissões em defesa da vida, que agem realizando palestras e promovendo eventos de conscientização, combatendo a mentalidade da cultura de morte que impera no mundo de hoje. O projeto de Deus não é de morte. A vida tem que estar em primeiro plano.

A CNBB, através da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família, apresentou o subsídio “Hora da Vida”, preparado para a Semana Nacional da Vida e o Dia do Nascituro, que ocorrem de 1º a 7 e o dia do nascituro a 8 de outubro. Em meio às celebrações dos 300 anos do encontro da Imagem de Nossa Senhora Aparecida nas águas do rio Paraíba do Sul e do Ano Nacional Mariano, instituído pela CNBB, o tema escolhido para esta edição intitula-se “Bendito é o fruto do teu ventre” (Lc 1,42).

Ao longo deste período em que ocorre a Semana Nacional da Vida, a Igreja no Brasil passa por um momento de evangelização, bem como de compreensão da dignidade da vida. Segundo Padre Jorge Alves Filho, assessor da Comissão para a vida da CNBB “A Semana da Vida e o Dia do Nascituro é essa oportunidade de nós enquanto agentes de Pastoral Familiar fazermos frente àquilo que é contra a vida, nocivo à vida. Mais uma vez estaremos unidos em oração neste mês de outubro para defendermos a vida e refletirmos a beleza de ser mãe e pai, que dão a vida para acquires filhos que nascem e cuidam dos filhos. Então, a Igreja com essa celebração e as reflexões propostas quer ajudar a todas as famílias a defenderem esse grande e importantíssimo dom que Deus nos deu, que é a vida” (Retirado do site: http://www.gaudiumpress.org/content/89408-Lancado-pela-CNBB-o-subsidio-para-a-Semana-da-Vida-2017/ Acesso: 02/10/2017).

Dessa maneira, a vida humana deve ser respeitada e protegida de modo absoluto, desde o momento da concepção. O respeito da vida aparece como um dos princípios mais fundamentais e evidentes. A noção de base é o respeito da vida humana integralmente, do início ao fim. Assim, Nós que cremos em Deus, um sinal inquestionável desse valor é o fato de o próprio Criador ter escolhido passar por esse caminho da existência humana e fazer essa nossa experiência de ser gente indefesa, sob a guarda dos seus pais. O Filho de Deus poderia ter entrado no mundo de qualquer forma que quisesse, mas escolheu nascer de Maria a quem Isabel saudou como tendo em seu ventre um “fruto bendito”. Com isso, esse momento da vida humana, que já era grande por si mesmo, ganhou significado divino, porque o próprio Deus se fez nascituro.

 

Fonte: www.cnbb,net.br
Última atualização: 06/10/2017 às 12:25:56
 

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