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  05/04/2017 
NOTíCIA - JORNAL O ESTADO

Cardeal Hummes lança livro sobre as metas de Francisco

Grande admirador do Papa Francisco, o cardeal Dom Cláudio Hummes, esteve em Fortaleza, ontem, para lançar o livro em homenagem aos 80 anos do Sumo Pontífice. A obra chama-se “Grandes Metas do Papa Francisco” e enumera 21 desafios para guiar a Igreja Católica. O lançamento ocorreu na Faculdade Católica de Fortaleza (FCF), em parceria com a Livraria Paulus. Dom Cláudio Hummes é arcebispo emérito na Arquidiocese de São Paulo, já foi arcebispo em Fortaleza, e é amigo do Papa Francisco.

A idealização do livro surgiu para mostrar aos fiéis as atitudes e iniciativas tomadas pelo Santo Padre que estão mudando os rumos da Igreja. “São as atitudes maiores do Papa, o que ele mais tem em mente daquele documento latino-evangelical, que ele disse: ‘esse aqui é meu programa’. E, portanto, a Igreja tem que tomar conhecimento desse programa dele”, disse. O cardeal destaca, ainda, que o maior desejo do Papa Francisco é tornar uma igreja de encontro e de misericórdia para as pessoas. “Ele vai trabalhar para alcançar as metas ao longo prazo, são metas não para ele, mas para a igreja e, claro, que a igreja tem um ritmo. Ele usa muito a palavra caminhar, precisamos caminhar para frente”, ressalta.

Entre as reflexões apresentadas no livro, estão: “Novo papa, novo tempo”; “Chorar os mortos que ninguém chora”, em que o autor descreve um olhar de Francisco para os migrantes e refugiados; “Os pobres – Igreja pobre e para os pobres”, em que o Papa afirma que Deus manifesta a sua misericórdia antes de tudo aos pobres; “Os três ‘T’: Terra, Teto e Trabalho”, em que são observados como direitos sagrados; “Levar a Igreja às periferias”, quando Francisco fala de uma Igreja “em saída”; “Caminhar junto e aquecer os corações”; “Na favela de Varginha (RJ)”; “ Idosos e Jovens”; “Igreja em reforma permanente – Igreja Missionária”; “O encontro com Jesus Cristo”; “Salvar o nosso planeta”; “A Encíclica Laudato Si’ I, II e III”; “A Amazônia”; “A paz”; “a família”; “A Palavra de Deus”; “A Igreja cresce por atração – Igreja misericordiosa”; “A Igreja missionária em oração” e, por fim, “Maria, Mãe da Igreja”.

Amizade
De acordo com Dom Cláudio Hummes, a amizade entre ele e o Papa Francisco teve início em 2001, em Roma, quando os dois tornaram-se cardeais. “Como Bispos, somos irmãos e temos trabalhados juntos em momentos bastante significativos”, afirmou. O cardeal Hummes estava ao lado quando ele se tornou papa, aparecendo na mesma janela, e foi graças a uma frase sua, a escolha pelo nome Francisco. “Naquele momento que ele se tornou papa e na escolha do nome, dei um abraço nele e disse: ‘não te esqueças dos pobres’. Não tinha pensado em dizer isso, veio de dentro. Ele disse que aquilo o impactou e foi por isso que escolheu o nome Francisco, porque Francisco de Assis lembra os pobres, a paz e o santo que cuida da criação. Isso tem sido o foco do programa dele: os pobres, a paz, os conflitos pelo mundo, e a questão climática e ecológica”, lembrou.
O cardeal falou que um dos principais aspectos do Papa Francisco é respeitar as diferenças e reforçou que sua aposta é uma igreja mais misericordiosa. Segundo afirmou, o Santo Padre vem empenhando-se para uma reforma da Igreja. Uma igreja que vá ao encontro das pessoas, não para cobrar, mas para encorajar, consolar e caminhar juntos.

“Nas questões de conflitos ele diz: Por que não caminhamos juntos, como irmãos, como amigos?”, disse. Sobre o posicionamento do papa a respeito do aborto, o cardeal foi enfático ao afirmar que não haverá nenhuma mudança na posição dele sobre o assunto. “A Igreja tem uma posição muito clara”, finalizou.

Sobre o autor
O cardeal Dom Cláudio Hummes nasceu em Montenegro (RS), em 1934. Foi ordenado sacerdote em Divinópolis (MG), em 1958, pertencendo à Ordem Franciscana dos Frades Menores. Foi bispo da diocese de Santo André (SP) de 1975 a 1996, ano em que foi nomeado arcebispo de Fortaleza (CE). Foi criado cardeal em 2001, pelo Papa João Paulo II. Em 2006, foi nomeado prefeito da Congregação Para o Clero, no Vaticano. Em 2010, o Papa Bento XVI aceitou seu pedido de renúncia por limite de idade. Desde 2011, exerce a função de vigário-geral da Arquidiocese de São Paulo, e acompanha as coordenações pastorais do mundo do trabalho, movimentos eclesiais e novas comunidades em âmbito arquidiocesano. Foi arcebispo em Fortaleza de 1996 a 1998.

Fonte: www.oestadoce.com.br
Última atualização: 05/04/2017 às 08:02:11
 
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